Bulimia literaria

Sempre termina assim...

Rodapé

sábado, 12 de dezembro de 2009

Tenho paixões momentâneas
por idéias proibidas
que como escondidas de Deus
nascem de um gozo infinito
cortadas logo em seguida
pela raiz inexistente
da
re
a
li
da
de.

Circular

sábado, 28 de novembro de 2009

...na oferta parca do seu sorriso
sóis
no céus que se caem volumosos

na oferta parca do seu sorriso
sós
as esperanças solitárias por opção

na oferta parca do seu sorriso
os
rios em direção ao nada...

Circunstancial

sábado, 19 de setembro de 2009

Ainda vou criar
mundos cruzados de palavras esdrúxulas
labirintos fugidios de imagens intocáveis
habitos notívagos de insanos sentimentos...

Palavras arranjadas em simbolismo tosco
palavras orneando vasos ideais vazios
pra evitar saber com todas as letras
que não há nada pra ser dito.

Esperança

domingo, 2 de agosto de 2009

A brisa que sopra
nas rosas que brotam
no peito
do inevitável...

Café

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Sei lá o que ele esfregava naquele sapato que tinha sobre a cabeça! Talvez limpasse o passado passando o pano em compasso com seus espasmos. Talvez se convertia em objeto direto subordinado ao sujeito que se sentia principal. Não sei. Eu me encontrava bastante preocupada concentrada com o problema do cabelo no meu rocambole.

Caralho! Não há lugar decente no mundo...

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terça-feira, 23 de junho de 2009

Por três vezes eu vi, como três sóis no céu:
Uma serpente grande como o mundo
teve um filho belo como um deus
e o comeu.

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domingo, 21 de junho de 2009

A rosa que desabrocha serena
entre os eclipses rotos de promessas sentidas,
um parco minuto, entre a vida e a morte,
e depois
nem uma coisa nem outra,
essa sensação só...
isso.
 
©2007 '' Por Elke di Barros